Seguro agrícola mantém faturamento em caso de perdas

Faça chuva ou faça sol, a produção no campo precisa perseverar, mas, infelizmente, devido a mudanças climáticas céleres, qualquer chuvisco se torna uma tempestade e o risco do produtor perder o trabalho de meses pode ser maior. No entanto, o tempo pode ficar ainda mais adverso caso ele não desfrute do respaldo que o seguro agrícola proporciona nessas intempéries.

Seguro – Os benefícios do seguro são amplos, e a falta dele traz uma série de problemas sociais e econômicos ao produtor. Para exemplificar, suponha que um produtor tenha uma área plantada de soja afetada por forte seca, no qual não tenha sido contratado o seguro, logo, ele terá sua produção reduzida, e consequentemente será incapaz de pagar o financiamento junto às instituições financeiras. De acordo com Alípio Dias Oliveira Junior, assessor de negócios em Seguros Agrícolas da Sicredi União PR/SP, caso isso ocorra o produtor reduz a capacidade de tomar crédito no mercado, voltando a ter baixa produtividade nas próximas safras. “Torna-se um ciclo vicioso inviabilizando a atividade. Todo esse prejuízo representa um elevado custo financeiro para o governo e à sociedade”, descreve. O assessor ainda reitera que ao contratar o seguro o produtor passa a contar com um mecanismo de segurança proporcionada pela apólice. “Dessa forma, o produtor consegue investir com a segurança de que, em caso de sinistro, terá condições de liquidar suas obrigações financeiras garantindo a continuidade do seu trabalho”.

Contratação – Uma apólice de seguro agrícola, da cooperativa Sicredi, garante a indenização de prejuízos causados em decorrência de granizo, seca, geada, ventos fortes e frios, tromba d’água, chuva excessiva, raio e incêndio. A instituição atende o seguro nas culturas de frutas, soja e milho. Na contratação é definida a produtividade garantida – quantidade de sacas que a seguradora garante a cobertura. Em função de um sinistro indenizável, a seguradora apura a produtividade obtida com relação à garantida. “Se a produtividade obtida na colheita for menor que a garantida, a seguradora realizará a indenização da diferença. Se a apólice garante 66 sc/alqueire e o produtor colhe 30 sc/alqueire, em função de uma seca, a seguradora paga a diferença”, explica Alípio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Incentivo – A cooperativa Sicredi vem fomentando o seguro agrícola por meio de reuniões com entidades representativas, como sindicatos, associação de produtores e outras cooperativas. O papel da instituição financeira cooperativa tem sido levar a informação ao produtor rural, demonstrando as condições, o funcionamento e a importância do seguro à atividade. Para aderir a solução financeira, basta que o interessado visite qualquer agência da instituição. É necessário, também, que tenha definido a área a ser plantada e a tecnologia que será utilizada. No seguro agrícola o produtor escolhe o nível de cobertura, que vai de 60% a 70%.  “É importante destacar que o produtor conta com o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que é um programa do Governo Federal que se propõe a subsidiar parte do custo do seguro”, afirma o assessor. O auxílio somente é acessível aos produtores que não tenham restrições junto ao Governo Federal. A subvenção federal para esta safra será de R$ 400 milhões e deve ser insuficiente para atender toda a demanda.