Sicredi União consegue atender 100% da demanda de crédito rural

Há cerca de quatro meses, no início do Plano Safra, o cenário não era muito otimista. Mas hoje, a boa notícia é que a Sicredi União PR/SP tem conseguido atender 100% da demanda de crédito rural que chega à instituição, segundo informa o assessor de Negócios de Crédito Rural, Gilberto Paulo Rauber.

Boas Negociações – De acordo com Rauber, os bons resultados alcançados se devem às boas negociações feitas pelo Banco Cooperativo Sicredi no mercado financeiro. “Existem duas fontes de recursos para atender custeio, seja agrícola ou pecuário, que são os recursos da Poupança ou o Recurso Obrigatório que os bancos têm que aplicar em crédito rural. E o Banco Sicredi conseguiu boas negociações, o que tem sido essencial para atendermos nossos associados”, explica.

Milho safrinha – Os produtores associados à Sicredi União também já buscam financiamentos de pré-custeio para a segunda safra de milho (ou milho safrinha) que começa a ser plantada, no Paraná, em janeiro de 2016.

Pré-custeio – As linhas de crédito disponíveis são o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), além de outras destinadas a demais produtores com taxas de juros controladas. Os financiamentos de pré-custeio envolvem os custos com compra de insumos, como sementes, fertilizantes, defensivos e outros.

Planejamento – “Estamos terminando de liberar a safra de verão, mas o produtor precisa já pensar na próxima etapa”, observa Rauber, esclarecendo que muitas cooperativas oferecem pacotes específicos para a safrinha e, ao efetuar o pagamento adiantado, os produtores conseguem bons descontos. “Para ele é vantagem, pois os juros, no crédito rural, variam de 5,5% a 8,75% ao ano, dependendo da faixa que cada um se classifica”, comenta.

Juros – No Pronaf, o limite de crédito é de até R$ 100 mil por produtor e por safra, com juros de 5,5% ao ano. No Ponamp, o limite vai a R$ 710 mil por produtor e por safra, com juros de 7,75% ao ano. Os demais produtores podem ter acesso até o limite de R$ 1,2 milhão por produtor e por safra, com juros de 8,75% ao ano. O prazo de reembolso dos financiamentos é, em média, de até 60 dias após a colheita.

Planejamento – Rauber destaca ainda que o produtor precisa se planejar com antecedência também devido à elevação dos custos de produção em virtude da valorização do dólar. “O pré-custeio representam até 70% dos custos da safrinha”, diz ele. Os financiamentos dependem dos projetos técnicos dos produtores e são analisados caso a caso.

Abastecimento – Segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral), a segunda safra de milho no Paraná se consolidou como a mais importante para o abastecimento das indústrias de transformação e para as exportações. Ela compensa as perdas de área e produção de milho que vêm ocorrendo sistematicamente no plantio da primeira safra, durante o verão.

Área menor – Nesta safra 2015/16, que está sendo plantada, a primeira safra de milho, o grão vai ocupar a menor área da história, com 443.911 hectares plantados com a cultura. Entretanto, a área total de milho das duas safras avançou 9,3% em 2015, na comparação com a área existente em 1998 – sendo que a primeira safra do milho reduziu 63% e a segunda safra teve um incremento de 145%. No Paraná, o milho safrinha é cultivado nas regiões Norte, Oeste e Sudoeste, com preferência para as áreas de clima mais quente.